Palácios que um dia habitei
Eram majestosos e erguidos em lápides
Desajustadas pelo tempo
A cor se perdia no vão das minhas palavras
O brilho me cegavam os olhos.
Mas, como surgiram ? Não me recordo
Sempre estive martelando as paredes daqueles palácios
Se antes era convidado para os cerimoniais
Agora sou prisioneiro de suas celas.
Se isto é ser príncipe e nobre
O que é ser um espírito sobrevivente do seu passado ?
Você me prometeu que este palácio
Não bombeava apenas sangue
E não era como os outros monumentos.
Sobretudo, este é o fim dos tempos perdidos
Quando duvidei que não poderia ser rei
Do meu próprio coração.
Sinta não só por você,mas por mim
Sei que é difícil,afinal como podemos sentir a dor de alguém
Quando somos o causador dela.
Eles entregaram suas almas e descobriram que era mergulhando
Nos corações mais indomáveis que não era possível sair
Sem sequelas.
Pedras preciosas e ouro em grandes cidades
Mas sim em lugares desprovidos de gente.
Não erguerei muros, não queimarei meu jardim
E acima de tudo o amor que ergueu meu palácio
Será o mesmo a torná-lo cinzas novamente.
Os palácios são todos os corações que habitei
Todo sonho que deixei
Todo medo que reviveu dentro de mim.
Agora serei meu rei
Um rei que necessita destruir o próprio palácio
Um palácio que se tornou cela para aqueles que adentram.
Daylon Aires
08/12/2016
Trilha sonora para ler a prosa: Campo Minado - Jessé
Você é incrível <3
ResponderExcluirVocê que é incrível, um poeta inspirador. ^^
Excluir